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Oito petrolíferas ainda negociam contratos com a Bolívia

Poucas horas antes do fim do prazo estipulado pelo governo da Bolívia para as petrolíferas assinarem novos contratos, apenas duas empresas já o fizeram e outras oito parecem dispostas a negociar até o último minuto, entre elas a Petrobras e a Repsol-YPF, as duas maiores em atividade no país.As conversas recomeçaram neste sábado nos escritórios da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) com executivos da Petrobras, da Repsol YPF, da British Gas (BG) e da Chaco, filial da British Petroleum, confirmaram fontes oficiais.O prazo para a assinatura dos acordos termina na meia-noite deste sábado, segundo o decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos assinado pelo presidente Evo Morales em 1º de maio de 2006.A resolução diz que as companhias petrolíferas que não chegarem à novos acordos no âmbito da nacionalização terão que abandonar suas operações em território boliviano.Na noite de sexta-feira, a franco-belga TotalFinaElf e a americana Vintage, filial da Occidental (Oxy), assinaram seus respectivos contratos, em um ato no qual Morales pediu que as outras companhias respeitassem as decisões de seu Governo.Depois da assinatura dos acordos, as negociações continuaram na noite de sexta-feira com os executivos da Petrobras.O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, afirmou neste sábado à rádio Erbol que o Governo está cauteloso e moderadamente otimista diante do rumo das conversas com as outras oito empresas.Quintana acrescentou que o Executivo está cada vez "mais convencidos da necessidade de restaurar a autoridade soberana do Estado sobre os recursos naturais" e considerou que o acordo com a TotalFinaElf e com a Vintage é "um certo estimulo" neste processo.O ministro também pediu que a Petrobras, com quem as negociações são mais difíceis e complexas, compreenda que já não está "no reino das anomalias, que já não está vivendo diante de Governos marionetes"."Eles têm que entender que este é um novo ciclo histórico, um novo ciclo político e, portanto, caso desejem ser parceirosestratégicos a longo prazo, devem se adaptar às fórmulas denegociação que estabelecemos como bolivianos, como Governo",acrescentou.Sobre a negociação com a hispano-argentina Repsol, o altofuncionário boliviano comentou que há "avanços substanciais", embora fontes espanholas tenham afirmado que as conversas continuam em tom hostil.Quintana acrescentou que ainda falta "ajustar alguns pequenos detalhes importantes" com a Repsol e afirmou que as partes estão trabalhando "minuto a minuto, hora após hora, palavra após palavra, virgula após virgula" nos acordos.O ministro disse ainda que até a meia-noite deste sábado todos terão "boas notícias" e pediu à população "um pouco de paciência" enquanto espera os resultados da equipe técnica negociadora liderada pelo ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas.O contrato proposto às petrolíferas estrangeiras estabelecebasicamente que a estatal YPFB assumirá o controle doshidrocarbonetos e que os equipamentos e instalações adquiridos para suas operações serão do Estado assim que ingressarem no país.Além disso, determina que as arbitragens em caso de controvérsia serão realizadas na Bolívia, na sede da YPFB, e estipula a renúncia a reivindicações posteriores, inclusive por via diplomática, confirmaram fontes da direção da companhia petrolífera estatal.

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