Okamotto toma posse para mais um mandato no Sebrae

Em uma cerimônia bem menos prestigiada por ministros do governo Lula do que há dois anos, Paulo Okamotto tomou posse nesta segunda para mais um mandato à frente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em janeiro de 2005, quando Okamotto assumiu pela primeira vez a entidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira dama Marisa Letícia, além de dez integrantes do primeiro escalão marcaram presença. Nesta segunda, alguns ministros e secretários compareceram ao hotel em Brasília, onde ocorreu a posse, ao lado do presidente da República em exercício, José Alencar. Lula, que encerrou ontem suas férias de dez dias, viajou pela manhã para Quito, no Equador, para posse do presidente Rafael Correa. "A empresa é uma fração importante da economia de qualquer país, não importando o tamanho que ela tenha e é por isso que uma entidade como o Sebrae tem que ser respeitada", destacou Alencar em um rápido discurso. Apesar de poucos nomes de peso do governo, a posse teve presença maciça de empresários do Distrito Federal. Isso, porque, tomou posse no Conselho Deliberativo do Sebrae o recém empossado senador por Brasília, Adelmir Santana, ligado ao comércio local e que assumiu a cadeira deixada pelo senador Paulo Octávio, eleito vice-governador do DF. Okamotto foi reconduzido para o Sebrae mesmo depois de enfrentar grande pressão política da oposição durante seu primeiro mandato. Amigo e ex-tesoureiro da campanha de Lula em 2002, Okamotto foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, no ano passado, para prestar esclarecimentos sobre o pagamento de uma dívida de R$ 29,4 mil que o presidente Lula tinha com o PT na primeira campanha. Na ocasião, ele disse que quitou a dívida em dinheiro por orientação do então tesoureiro do partido Delúbio Soares.Questionado nesta segunda se esse assunto não prejudicaria a nova gestão, afirmou que "isso não deverá atrapalhar em nada o Sebrae, assim como não atrapalhou até agora". Ele deu sua versão sobre o episódio: "O empréstimo, como a imprensa chama, foi um pagamento indevido, a meu ver, feito pelo partido. E eu, na qualidade de procurador do presidente naquela ocasião, me senti na obrigação de resolver, e resolvi."Okamotto disse que pretende priorizar a regulamentação da nova Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas que já foi sancionada, mas só deve entrar em vigor em junho. Segundo ele, a lei vai melhorar o ambiente de negócios para as micro e pequenas empresas.

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