Olimpíada do Senai aponta caminhos para o futuro

Entre 14/11 e 17/11, 640 jovens de todo o Brasil disputaram, no Parque Anhembi, a sétima edição da Olimpíada do Conhecimento, conquistando medalhas e se preparando para a versão global da prova, promovida pela WorldSkills International. Na última, em Londres, em 2011, o País alcançou o segundo lugar. A Olimpíada do Senai atraiu 250 mil visitantes e envolveu 1,2 mil responsáveis pela avaliação dos competidores. É a maior competição profissional das Américas - e é prova da consciência de grande parte dos jovens de que a educação profissional é o melhor caminho para atender às aspirações sociais e à ocupação de vagas no mercado de trabalho.

O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2012 | 02h07

A rede de ensino profissionalizante do Senai teve 2,5 milhões de matrículas, neste ano, prevendo-se 4 milhões por ano até 2015. Dela se originam os competidores que disputaram provas relativas a 54 ocupações. Antes de participar das provas, os concorrentes passaram por quatro etapas - escolar, estadual, nacional e, afinal, a da formação da equipe que disputará a competição global.

Os vencedores da Olimpíada do Conhecimento tiveram de executar tarefas complexas, por exemplo, nas áreas de mecânica, eletricidade, eletrônica e construção civil. Os candidatos recebiam uma ficha de serviço e tinham de resolver o problema no menor tempo possível. Resolvida a questão, era preciso responder a outras seis. Criatividade, disciplina, zelo e limpeza foram avaliados.

A prova revela que o ensino profissionalizante é visto por muitos jovens como aquele que abre mais rapidamente as portas para o mercado de mão de obra. As universidades, com frequência, não preparam os alunos para a vida prática.

As olimpíadas profissionalizantes começaram na Espanha, em 1947. Tornaram-se globais em 1950 e desde então foram realizados 41 torneios - os próximos serão em Leipzig (2013) e em São Paulo (2015). Em Londres, jovens brasileiros conquistaram medalhas de ouro em refrigeração e ar-condicionado, eletrônica, design em engenharia mecânica, mecatrônica, web design e joalheria.

Dos 24 milhões de jovens brasileiros, 2,5 milhões estão em universidades, 3,4 milhões, em cursos profissionalizantes, e 18 milhões "não têm perspectivas de futuro", disse o diretor do Senai, Rafael Lucchesi, ao jornal Valor. A educação profissional é a opção de 6,6% dos brasileiros, ante a média de 40% dos países industrializados. Para atender à indústria, o País terá de formar 7,2 milhões de profissionais até 2015. A Olimpíada infunde esperança no futuro.

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