Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

OMC acumula impasses em negociações

Pela sexta vez neste ano, a Organização Mundial do Comércio (OMC) não consegue concluir as negociações dentro do prazo estabelecido pelos governos, em Doha em 2001. Desta vez, o fracasso ocorreu nos debates para a formulação de um cronograma para a liberalização de produtos industriais, que deveria ter ocorrido até ontem. Além desse impasse, a OMC acumula já outros cinco: a falta de um cronograma para a abertura dos mercados agrícolas, a falta de um acordo sobre patentes de remédios, o fracasso na negociação sobre as reformas do sistema de disputas, o impasse no que se refere a medidas para facilitar os países mais pobres e, finalmente, o fracasso sobre como ajudar países pobres a implementar acordos comerciais. Ontem, o objetivo do acordo seria estabelecer o ritmo de como os países abririam seus mercados para os produtos industriais. A OMC chegou a fazer uma proposta, mas um consenso não foi obtido. De um lado, países desenvolvidos pediram que a liberalização fosse maior. De outro lado, os países de menor desenvolvimento argumentavam que a proposta era mais ambiciosa do que poderiam concordar. O Brasil, apesar de fazer algumas reservas ao texto, declarou que aceitava a proposta como uma base para as negociações. Um dos pontos da proposta da OMC previa a liberalização total de sete setores da economia, como têxteis, autopeças e calçados. Na avaliação do governo dos Estados Unidos, a idéia seria um bom início para o debate, mas outros setores também deveriam ser incluídos, como produtos químicos e produtos florestais. Em Genebra, a OMC tentou amenizar os efeitos do fracasso. "Sabíamos que seria provavelmente uma das partes mais difíceis das negociações", afirmou o diretor da entidade, Supachai Panitchpakdi. Diante do fracasso, a OMC coloca todas suas fichas na reunião de Cancún, em setembro, quando os ministros dos 142 países se encontram para tentar definir o futuro do comércio mundial e de que forma pretendem concluir as negociações de Doha até 1 de janeiro de 2005.

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 13h46

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.