OMC cancela reunião e Doha pode ficar para 2011

A Organização Mundial do Comércio (OMC) cancelou sua reunião ministerial marcada para março e governos já admitem que a conclusão da Rodada Doha ficará para 2011. Depois de nove anos de negociações e centenas de reuniões, governos não sabem o que fazer com o processo, que prometia gerar bilhões de dólares em abertura de mercados e redução da pobreza. A China e alguns países africanos, já sugerem uma mudança no formato das negociações.

AE, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 09h59

Ainda no auge da crise econômica, o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) decidiu colocar a Rodada Doha como um dos pilares da retomada e da reforma do sistema multilateral. Parte da inclusão ocorreu por insistência do governo brasileiro e a meta era concluir a negociação até o fim de 2010. Os negociadores estariam comprometidos em superar suas diferenças. Estados Unidos e Europa fariam concessões no setor agrícola e os países emergentes considerariam a abertura de seus mercados para bens industriais.

Mas ontem uma reunião na OMC deixou claro que o projeto não tem apoio político. "Estamos encalhados e as diferenças entre os governos são maiores hoje que no passado", disse Fernando de Mateu, embaixador do México na OMC. "Não há uma negociação real há quase dois anos e estamos à beira do abismo", afirmou um delegado do Egito, em nome de todos os países árabes.

Para muitos, a culpa pelo fracasso é do governo americano. Washington pressiona Brasil, China e Índia por aberturas significativas de seus mercados, mas não diz o que está disposto a oferecer em troca. Diante do impasse, o acordo era de que, em março, ministros se reuniriam para determinar o que fazer com a rodada. Agora, a opção foi cancelar a viagem dos ministros. Apenas embaixadores tentarão um acordo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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