OMC condena barreiras dos EUA ao aço

A Organização Mundial do Comércio (OMC) condenou hoje as barreiras impostas pelos Estados Unidos contra o aço exportado por 22 países, inclusive pelo Brasil. A decisão final abre espaço para que os países afetados pela medida peçam autorização à entidade máxima do comércio para retaliar os EUA, caso as barreiras não sejam retiradas. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil deve pedir compensações. "Você não entra num processo desse tipo pra não ter conseqüências nenhuma", afirmou o chanceler em Genebra. No ano passado, os EUA estipularam uma tarifa de até 30% sobre o aço de origem européia, japonesa, coreana e brasileira. Países como a China, Suíça e Nova Zelândia também haviam se queixado contra a medida e uma investigação foi estabelecida na OMC para julgar se as salvaguardas eram legítimas. O argumento dos norte-americanos era de que a medida foi imposta para evitar que a indústria nacional fosse à falência. Para a OMC, os problemas enfrentados pela indústria norte-americana não têm relação com o aumento das importações.Em um comunicado conjunto, o grupo de países vitoriosos disse que os Estados Unidos não têm outra alternativa senão acabar com as salvaguardas. A União Européia aconselhou os EUA a retirem a barreira para evitar sofrer uma sanção de US$ 2,2 bilhões, valor que seria equivalente às perdas sofridas pelos exportadores europeus durante o período em que a tarifa foi colocada. No caso do Brasil, as novas tarifas teriam provocado prejuízos de até US$ 350 milhões.

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