OMC considera ilegais tarifas americanas sobre o aço

A Organização Mundial do Comércio (OMC) considerou ilegais as tarifas sobre importações de aço impostas pelo governo norte-americano. O presidente dos EUA, George W. Bush, introduziu tarifas de salvaguardas de até 30% sobre o aço importado em março do ano passado. O julgamento confirma uma decisão interina tomada no início do ano. A análise sobre as tarifas foi realizada após queixas apresentadas pela União Européia e sete outros países, incluindo o Brasil. Segundo o governo norte-americano, as tarifas foram impostas para proteger a indústria siderúrgica do país das importações de aço com preços mais baixos do que a produção doméstica. "Essa não é uma vitória parcial. É uma vitória total", comentou a porta-voz da União Européia, Arancha Gonzalez. Em um comunicado conjunto, a UE e os sete países que reclamaram contra as tarifas exigiram a eliminação imediata dessas barreiras. A UE informou que está pronta para impor uma penalidade retaliatória de US$ 2,2 bilhões sobre as importações feitas pelo bloco de produtos dos EUA. O governo norte-americano não comentou o veredito da OMC, mas quando a decisão interina saiu no início do ano, autoridades do governo norte-americano afirmaram que pretendiam entrar com uma apelação. O governo norte-americano argumentava que essas tarifas eram permitidas pela própria OMC, como uma forma de proteger os países da inundação de produtos importados por preços baixos e dar um prazo para a reestruturação dos setores atingidos. A ação foi o cumprimento da promessa feita por Bush durante sua campanha em 2001. Bush prometeu proteger a indústria siderúrgica, uma bandeira que teria ajudado na sua vitória em diversos Estados. Mas as salvaguardas levaram a UE e sete países a apresentarem uma queixa à OMC.

Agencia Estado,

11 Julho 2003 | 11h23

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