OMC está de volta às negociações, diz Azevêdo

Diretor-geral da Organização Mundial do Comércio diz que desafio é finalizar até dezembro um programa de trabalho sobre a conclusão da Rodada Doha

Beatriz Bulla e Gabriela Mello, Agência Estado

24 de março de 2014 | 12h41

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, destacou nesta segunda-feira, 24, as mudanças recentes no organismo e deu o recado: "no que diz respeito a negociações, a OMC está de volta". Azevêdo destacou que as consequências das negociações da Conferência de Bali, em dezembro, foram muito boas e que "o clima mudou". Agora, segundo ele, há dois desafios: implementar o que foi decidido em Bali e concluir até dezembro um programa de trabalho sobre a Rodada Doha.

Ele afirmou que tem visitado países para convencer os agentes sobre o avanço das negociações e destacou a importância de ter sido recebido, por exemplo, pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "O próprio fato de o presidente me receber não é por acaso. Há interesse norte-americano em avançar nas negociações", disse, durante o Global Agribusiness Forum. "Não há motivos para não concluirmos a rodada em um curto espaço de tempo", afirmou o diretor-geral da OMC, que disse ter a tarefa de "convencer as pessoas que estou falando de uma coisa muito rápida". "Há 13 anos que estamos negociando essa rodada, não podemos esperar mais 13", afirmou. "Vamos acabar com essa conversa de que podemos repetir o modelo de Bali de encontrar coisas que são coletáveis, os frutos baixos", disse Azevêdo, que completou: "ou é tudo ou francamente, provavelmente, é nada".

De acordo com o diretor-geral da OMC, a agricultura será um dos pontos-chave para avançar no debate sobre a Rodada Doha. "Muito provavelmente (a agricultura) é quem vai definir a ambição das outras áreas", disse Azevêdo. "Agricultura vai ser um dos pilares centrais da negociação." O diretor-geral da OMC destacou que, ao assumir o organismo, prezou pela inclusão e transparência, pela objetividade e pelo sentido de realismo. "Não adianta pedir o céu e a lua quando você sabe que um país não tem condições de cumprir aquele pedido", comentou, sobre seu trabalho.

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