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OMC fixa março como data-limite para países retomarem Doha

Organização Mundial do Comércio (OMC) cravou neste domingo, 10, o mês de março de 2007 como o prazo máximo para a retomada das negociações da Rodada Doha. O anúncio do diretor-geral da instituição, Pascal Lamy, deu-se ao final do encontro entre ministros do G-20 (grupo integrado por 23 países da África, Ásia e América Latina) e de outros grupos de economias em desenvolvimento com três pesos pesados nas negociações - Estados Unidos, União Européia e Japão. Embora todos os países tenham reafirmado o compromisso com a conclusão da rodada e se mostrado dispostos a ?flexibilizar? suas posições, houve clara repetição do tiroteio entre Washington e Bruxelas que levou à suspensão da rodada em julho.?O horizonte é março do ano que vem?, decretou Lamy, depois de ressaltar que a data leva em conta a possibilidade de postergação do prazo do mandato que os EUA têm para seu Congresso negociar acordos comerciais, o Trade Promotion Authority ou fast track, e a divulgação da Lei Agrícola americana, que define o pacote de subvenções para 2007. ?Todos os membros responderam que ?sim?, querem a retomada da rodada e sua conclusão com êxito. Todos estão cientes do que o fracasso pode provocar surtos protecionistas aqui e acolá?, completou. Claramente, o prazo refletiu a necessidade de acomodação da política interna e dos lobbies americanos, no período imediatamente posterior às eleições parlamentares nos EUA, em novembro. A representante dos Estados Unidos para o Comércio, Susan Schwab, insistiu que o pleito não trará ?nenhum impacto? sobre os destinos da rodada e que o Partido Republicano, do presidente George W. Bush, e o Democrata estão comprometidos com o resultado ?equilibrado e robusto? da negociação. ?O Congresso tem sido consistente sobre o que os Estados Unidos oferecem e recebem em troca?, disse.O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, reconheceu que o término das eleições vai ajudar o processo da rodada. Mas coube a comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, falar mais abertamente. ?Para ser honesto, parece óbvio que os agricultores têm votos e assinam cheques para a campanha?, afirmou. ?Seria surpreendente que qualquer partido, Democrata ou Republicano, se comportasse de maneira que não levasse em consideração esse fator político. Quando se entra em período eleitoral, as pessoas ficam mais avessas ao risco. Isso é óbvio nos Estados Unidos e em qualquer lugar democrático do mundo.?

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