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OMC formará painel sobre protecionismo dos EUA ao aço

A Organização Mundial do Comércio (OMC) irá formar, a partir do dia 22, um comitê de especialistas (painel) para analisar a legalidade das medidas protecionistas dos Estados Unidos no setor siderúrgico. O pedido para o estabelecimento do painel foi feito pela União Européia (UE), que argumenta que a Casa Branca violou as regras da OMC ao colocar uma sobretaxa de 30% às importações de aço. Segundo as regras da OMC, a sobretaxa somente poderia ter sido colocada se as importações de produtos siderúrgicos dos Estados Unidos tivessem sofrido um aumento "repentino e agudo". Na avaliação dos europeus, esse não é o caso e, portanto, a tarifa é ilegal. Para os Estados Unidos, a única saída será bloquear a tentativa da UE de formar o painel. Os diplomatas poderão fazer isso no dia 22, mas apenas retardarão pôr alguns dias a criação do comitê de arbitragem. Na segunda vez que o tema é trazido para a OMC, o painel apenas não é formado se todos, inclusive os próprios europeus, tomem a decisão de abandonar o caso. Essa possibilidade, porém, parece não ser realista. O painel será formado por três especialistas independentes que terão 90 dias para avaliar o caso e emitir um parecer oficial. Caso os árbitros decidam que as tarifas são irregulares a Casa Branca será obrigada a modificar suas práticas. A medida norte-americana tem tido um efeito importante no setor siderúrgico mundial. Somente no Brasil, as perdas seriam equivalentes à US$ 450 milhões por ano. Hoje, o jornal Wall Street Journal indicou que outra conseqüência tem sido o aumento dos preços dos produtos siderúrgicos pelas companhias em todo o mundo. Segundo o jornal, empresas como a européia Arcelar, prevê que seus preços devem subir em 30% até o final deste ano. No Brasil, o jornal norte-americano acusa as empresas de terem aumentado seus preços em US$ 40 por tonelada. Outros que pretendem aumentar os preços de suas exportações são os australianos e os indianos.

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