OMC pede que EUA reduzam mais o teto para subsídio agrícola

A última oferta do país, feita na terça-feira, propunha uma redução para US$ 15 bilhões por ano

Reuters e Agência Estado,

25 de julho de 2008 | 14h22

Uma proposta para destravar as negociações da Rodada Doha exigirá que os Estados Unidos reduzam seu teto para os subsídios agrícolas para cerca de US$ 14,5 bilhões, disseram fontes próximas às discussões nesta sexta-feira, 25. Os EUA afirmaram na terça-feira, nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), que estão prontos para reduzir seu teto dos subsídios para US$ 15 bilhões por ano.   Veja também: Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra UE oferece ao Brasil acordo sobre etanol na OMC 'Próximas 24 horas são cruciais', diz diretor-geral da OMC Brasil terá que convencer Índia e Argentina por acordo na OMC Entenda a crise dos alimentos    O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy apresentou sua proposta aos sete negociadores-chave - União Européia, EUA, China, Japão, Brasil, Índia e Austrália - que estão envolvidos em negociações intensas para tentar destravar a Rodada Doha.   O diretor-geral da OMC também propôs que os países em desenvolvimento classifiquem 12% de seus produtos agrícolas como "especiais", protegendo-os de reduções de tarifas. Cinco por cento dos produtos agrícolas devem ser excluídos de quaisquer cortes de tarifas.   Outro tema chave para os países em desenvolvimento é o mecanismo das salvaguardas especiais (SSM, na sigla em inglês), que permite que países imponham tarifas de proteção em caso de aumento nas importações de um produto agrícola em particular. O texto de Lamy propõe que o SSM seja ativado se o volume de importações crescer 140%, disse a fonte.   Já as economias desenvolvidas, como a União Européia, poderiam designar 4% de produtos como "sensíveis", protegendo-se os de cortes tarifários.   Em relação aos produtos industriais, outro ponto importante das negociações, os países desenvolvidos poderiam definir tarifas com um coeficiente de 20 a 25, o que determinará a escala de corte segundo uma complicada fórmula da OMC.   A Rodada Doha começou sete anos atrás, com o intuito de ajudar países pobres a desfrutarem da liberação do comércio global. Mas o processo tem sido adiado devido aos embates entre as nações ricas e as pobres. As informações são da Dow Jones.

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