OMC pune Japão e medida pode beneficiar Brasil

A decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de condenar o Japão por impor barreiras à importação de frutas também favorece o Brasil. A opinião é do chefe da divisão de cooperação técnica e acordos sanitários internacionais do ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro. A queixa foi apresentada pelos Estados Unidos e o Brasil participou do processo como terceira parte. "A punição da OMC ao Japão reforça o que está previsto em lei. Um dos objetivos das normas internacionais é estabelecer as regras e evitar que os países façam exigências além do necessário para o reconhecimento de uma área livre de determinada doença ou praga", afirmou Ribeiro. Mas, segundo ele, o Japão não cumpre as normas internacionais. Ele explicou que há, nos Estados Unidos, áreas livres de fogo bacteriano ("fire blight"). Os japoneses reconhecem essas áreas, mas exigem que os americanos criem também uma área tampão, que impediria a entrada de pragas por meio de cargas de maçãs importadas. A criação dessa área não é prevista na norma internacional de medidas fitossanitárias número 4, aprovada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para Ribeiro, a punição pode influenciar a abertura do mercado japonês para a manga brasileira, caso o Japão reconheça que a mosca da carambola - um dos empecilhos para a venda da fruta brasileira ao mercado japonês - está limitada ao Amapá. Comenta-se em Brasília que o Brasil tenta há 23 anos abrir o mercado japonês para a manga nacional. Oficialmente, o ministério informa que as negociações completaram 18 anos.

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