OMC reduz previsões de crescimento do comércio para 2014 e 2015

O comércio global de bens crescerá menos do que o esperado neste ano e no próximo, e fatores incluindo conflitos regionais e o surto do Ebola estão ameaçando um rápido retorno ao crescimento mais forte, afirmou nesta terça-feira a Organização Mundial do Comércio (OMC).

TOM MILES, REUTERS

23 de setembro de 2014 | 13h51

O comércio de bens crescerá 3,1 por cento neste ano, bem menos do que os 4,7 por cento que a OMC projetou em abril. A organização citou "crescimento do PIB mais fraco do que o esperado e demanda baixa por importação no primeiro semestre", de acordo com comunicado.

O comércio deve crescer 4 por cento em 2015 em vez dos 5,3 por cento esperados anteriormente, ainda bem abaixo da média de 20 anos de 5,2 por cento e "riscos existem na forma de tensões geopolíticas, conflitos regionais e crises de saúde (Ebola)".

Economistas da OMC haviam visto anteriormente condições para que o comércio mais forte retornasse após dois anos de queda, mas em vez disso ele estagnou no início de 2014, uma vez que a demanda por importações caiu nos países em desenvolvimento e o clima desfavorável nos Estados Unidos e um aumento de imposto sobre vendas no Japão também pesaram.

A possibilidade de piora das tensões sobre a Ucrânia, aprofundamento de conflitos no Oriente Médio e elevado pânico com o surto de Ebola na África ocidental pesaram sobre as estimativas, disse a OMC.

As importações pela América do Sul e Central devem cair 0,7 por cento neste ano, conforme as economias são afetadas por uma combinação de conflito civil, preços fracos de commodities que não são combustíveis e a redução do crescimento em mercados exportadores asiáticos, disse a OMC.

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