OMC sugere à China que flexibilize sua taxa de câmbio

A Organização Mundial do Comércio (OMC) sugeriu nesta quarta-feira à China que o país avance rumo a uma maior flexibilidade de suas taxas de câmbio, o que contribuiria para aumentar a independência da política monetária do país asiático. Os analistas do organismo multilateral, em sua revisão da política comercial do país, disseram também que um movimento desse tipo "permitiria aos mercados desempenhar um papel maior na hora de determinar as taxas de juros e, em conseqüência, na dotação de recursos". Essa sugestão se soma aos reiterados pedidos feitos por Estados Unidos e União Européia para que a China flexibilize sua moeda. Até julho de 2005, a moeda chinesa, o yuan, esteve vinculada ao dólar americano, o que supunha certo grau de volatilidade na inflação, mas após sua valorização de 2,1% (em relação ao dólar), a China optou por um sistema de taxas de câmbio flutuantes em relação a uma cesta formada por diferentes moedas. O relatório sugere também que pode ser necessário que as autoridades chinesas "reavaliem suas políticas para atrair investimentos orientados à exportação de manufaturas e tratar da eliminação dos impedimentos à expansão do setor de serviços".

Agencia Estado,

19 Abril 2006 | 11h13

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