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Onda de boas notícias põe BC em situação delicada

A farta colheita de boas notícias está dando muito trabalho para o Banco Central (BC). Desde os piores momentos de 2002, o dólar recuou de R$ 3,99 para R$ 2,96, o risco Brasil de 2.443 pontos para 776, a inflação mensal caiu de 3,02% para 1,23% e os capitais voltaram a fluir para títulos brasileiros de renda fixa. O problema, agora, é evitar que um círculo virtuoso de queda dos juros e reativação econômica, quase ao alcance das mãos, vá por água abaixo, vítima de uma barbeiragem. Há um clamor em favor de uma intervenção imediata no mercado cambial, para evitar que a valorização do real interrompa o ajuste externo iniciado em 2002. E existe também a tradicional briga entre os que acham que a Selic, o juro básico, está alto demais, e aqueles que, ao contrário, criticam um excesso de complacência com a inflação. Os dois problemas - câmbio e inflação - estão ligados. "Neste momento, a decisão sobre quando baixar a Selic depende do que vai acontecer com a taxa de câmbio", diz Rodrigo Azevedo, economista-chefe do CS First Boston em São Paulo. Há ainda o grupo dos que acham que o BC deveria intervir para manter o real em um nível suficientemente desvalorizado para garantir a competitividade externa dos produtos brasileiros. Em recente artigo no jornal O Estado de S. Paulo, o banqueiro Fernão Bracher afirma que um bom nível está no intervalo entre R$ 3 e R$ 3,50. Um dos riscos da intervenção é produzir resultados diferentes do planejado, e potencialmente, indesejáveis. A inflação mensal está caindo, mas entre aqueles que analisam os números por dentro, ainda há preocupação. "Caindo ela está, mas a velocidade tem sido decepcionante até agora", diz Andrei Dudus Spacov, economista do Unibanco. Acertar a mão no ritmo de corte da Selic é outro desafio para o Banco Central.

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