Onda de reajustes perde força nos supermercados

Os reajustes anunciados pelas indústrias perderam força na segunda metade de fevereiro. Depois de iniciar o mês com ímpeto para as remarcações, tendo como justificativa a mudança na regra da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), fornecedores de supermercados passaram a apresentar porcentuais mais realistas na segunda quinzena. As propostas variam de 2% a 5%, mas algumas empresas já mostram tabelas revisadas.O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Carlos de Oliveira, afirma que a atitude da indústria está condicionada ao comportamento do seu segmento: se os concorrentes não remarcam, a tendência é de recuo. Na avaliação da Abras, a variação média de preços em fevereiro pode ficar até abaixo de janeiro, quando a cesta de 35 produtos de largo consumo medida pela entidade registrou alta de 1,42%.Oliveira espera um número abaixo de 1% para este mês. Ele ressalta, entretanto, que as tentativas de aumento ainda aparecem e os supermercados continuam tentando negociar para brecar reajustes, pois o nível de consumo se mantém inalterado. Segundo ele, a renda não se recuperou e a cautela predomina no momento da compra. "Os números podem estar agora mais próximos da realidade", afirmou.

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