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Onda haitiana no Brasil

Yolanda Fordelone, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 06h00

Apesar de estarem maior número, muitos bolivianos diminuíram a frequência de remessas porque estão na segunda ou terceira geração no Brasil. Familiares que antes moravam na Bolívia já imigraram também. Nos últimos anos, o aumento da vinda de haitianos fez com que tal comunidade ganhasse peso nas remessas. 

A Western Union afirma que possui material em francês e crioulo (línguas oficiais do Haiti) para divulgar o produto. "Estive em Basiléia, cidade no Acre por onde muitos ingressam no País, e conheci um haitiano que se mudou para trabalhar e enviar dinheiro para seus dois filhos que ficaram lá. Ele chorava muito e só então descobri que ao chegar aqui ele descobriu que o mais novo deles havia morrido de fome. Não conhecemos esta realidade tão dura. Isso me marcou muito sobre a importância social que a remessa tem", lembra Citro. A relevância do serviço na economia é vista pelo tamanho deste mercado no Haiti, país onde em 2013 o ingresso de remessas somou quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Fondo Multilateral de Inversiones, membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No caso dos haitianos, que recentemente migraram para o Sul do Brasil em busca de emprego, as corretoras miram pequenas cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Algumas fazem parceria com os próprios empregadores, de maneira que uma parte do salário fica destinada às remessas.

Movimentos pontuais no mercado de remessas devem ser estudados caso a caso. Após perceber um aumento de envios para a Coreia do Sul a partir de Fortaleza, a Western Union descobriu que uma empresa siderúrgica, com participação coreana, havia aberto operações no Brasil, trazendo diversos trabalhadores de lá, o que fez a demanda pelo serviço aumentar. 

Apesar de ser difícil detectar tendências neste mercado, visto que a procura depende da imigração, a nova aposta agora é a África. Mais recentemente houve uma onda de imigração africana. Para alguns, como os angolanos, a adaptação é até mais fácil porque a língua oficial do país é o português. Na Remessa Expressa, Senegal já aparece entre os 10 países de maior relevância nas remessas.

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