Ônibus e educação aceleram alta e inflação em SP sobe

A inflação ao consumidor em São Paulo manteve a trajetória de alta na segunda metade do mês, refletindo os aumentos nos preços de escolas e o reajuste da tarifa de ônibus.

REUTERS

27 de janeiro de 2011 | 07h08

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 1,03 por cento na terceira quadrissemana de janeiro, ante 0,86 por cento na segunda, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira.

Os custos de Educação registraram elevação de 4,27 por cento agora, contra 2,29 por cento antes. Esse item costuma subir sempre no começo do ano letivo, devido a reajustes de mensalidades e materiais.

Os de Transportes --que incluem a tarifa de ônibus urbano-- subiram 2,37 por cento na terceira quadrissemana, contra 1,66 por cento na segunda.

Esses dois grupos continuarão pressionando a inflação até o fim do mês e terão resquícios também no índice de fevereiro. A taxa de janeiro costuma ser uma das maiores do ano.

Por outro lado, os preços de Alimentação subiram um pouco menos, em 1,26 por cento agora, comparado a 1,54 por cento na leitura anterior, mas ainda permanecem altos. Esse grupo também costuma ser pressionado no começo do ano, já que o clima de chuvas e calor típico do período prejudica a plantação de muitos in natura.

A terceira quadrissemana apurou os preços de 24 de dezembro a 23 de janeiro.

O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

(Por Vanessa Stelzer)

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