Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

ONS impõe limites a linha de transmissão de Belo Monte

Linhão de Belo Monte que apresentou falha técnica na última quarta-feira vai operar com capacidade limitada

Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 22h21

A linha de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte, que registrou uma falha técnica na última quarta-feira, 21, levando a um apagão que deixou 70 milhões de pessoas sem luz em 13 Estados do Norte e Nordeste, terá sua operação limitada até que sejam concluídas as análises da ocorrência e eventuais correções sejam realizadas, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

“Até que seja realizada a análise desta perturbação e as adequações que se fizerem necessárias, as operações do bipolo Xingú – Estreito e do Fluxo Norte – Sul deverão estar limitadas em 1.700 MW e 1.000 MW, respectivamente”, afirmou o operador. 

A falha, que afetou 25% da carga do País, ocorreu no mesmo dia em que a linha recebeu a liberação para operar com sua potência plena de 4 mil MW, devido à conclusão, com sucesso, dos testes de desempenho do sistema de transmissão em corrente contínua.

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O ONS informou que em até 15 dias, contados a partir da quarta-feira, deve apresentar um primeiro relatório técnico sobre o problema. Ontem, o diretor-geral do órgão, Luiz Eduardo Barata, afirmou que na próxima segunda-feira haverá uma reunião com os diversos agentes envolvidos, para discutir a questão, incluindo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a concessionária que opera a linha, a Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), uma sociedade entre a chinesa State Grid e a estatal Eletrobrás.

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“Todas as vezes em que tem um distúrbio dessa dimensão, há uma sede enorme de saber o que foi, quem foi, como vai ser punido, mas precisamos tomar cuidado com o diagnóstico”, afirmou, durante evento em São Paulo. Ele também salientou que ainda é cedo para falar sobre penalidades e esclareceu que caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica avaliar se os responsáveis deverão ser penalizados.

O diretor da Aneel Tiago de Barros, presente no mesmo evento, esclareceu que a análise de eventuais penalidades começará apenas após a conclusão da investigação pelo ONS.

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