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ONS: oferta de energia em 2009 depende de fator incerto

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, admitiu que o atendimento da demanda do mercado em 2009 depende ainda de fatores incertos no lado da oferta. "O abastecimento depende da concretização do termo de compromisso da Petrobras para operação das termelétricas e das usinas de maior porte", afirmou o executivo no Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), promovido hoje pelo Grupo Canal Energia.Chipp lembrou que há desafios no cumprimento dessas duas condições. No caso do compromisso da Petrobras para as térmicas, ainda é necessário viabilizar a infra-estrutura de produção e transporte de gás e implantar os terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL). Já em relação às hidrelétricas, ele lembrou que os projetos têm mostrado dificuldades na obtenção de licenças ambientais. O diretor-geral do ONS citou como fundamental a entrada em operação de projetos como Estreito, Foz do Chapecó, Serra do Facão, Dardanelos, Mauá, entre outros.Além disso, o executivo lembrou que o cumprimento do termo de compromisso, que permitirá que a geração térmica da estatal passe dos atuais 2,196 mil MW médios para 6,402 mil MW médios, em 2011, é fundamental para tornar viável a nova proposta de metodologia do ONS, que irá regularizar o despacho antecipado das termelétricas no sistema. Chipp também afirmou que a adoção desse procedimento operativo é uma condição para garantir maior segurança ao sistema.Risco de déficitSegundo projeções do ONS, o atraso de um ano no cumprimento do termo de compromisso da Petrobras resultará em um risco de déficit, em 2011, de 7,3% no submercado Sudeste/Centro Oeste, de 5,6% no Sul e de 10,5% no Nordeste, porcentuais acima do limite de 5% aceito pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Esse cenário ainda considera o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) na casa de 4,8% e expansão do consumo média de energia em torno de 5,5%, entre 2007 e 2011.Mesmo no cenário de crescimento do PIB de 4% no período e de cumprimento sem atrasos do cronograma do termo de compromisso da Petrobras, o risco de déficit no Sudeste/Centro-Oeste seria de 5,3% e no Nordeste, 5,7%. Em relação ao abastecimento em 2008, Chipp garantiu que o mercado está garantido, graças ao elevado volume de chuvas verificado neste ano, que possibilitou que os reservatórios das hidrelétricas ficassem cheios.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

12 de setembro de 2007 | 14h42

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