Coluna

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ONS prevê maior dependência de térmicas da Petrobras

O equilíbrio entre a oferta e a demanda de energia elétrica no País nos próximos anos vai depender cada vez mais da oferta de gás natural pela Petrobras para as usinas térmicas. Este foi um dos pontos mais enfatizados pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, em entrevista hoje para comentar as conclusões do Plano Energético Nacional (PEN), com cenários para o setor até 2011. Conforme Chipp acentuou, a previsão é que haja um volume crescente de energia a ser suprida pelas térmicas movidas a gás natural, que subirá dos 2.200 MW médios atuais para 6.700 MW médios em 2011. "Para o operador, é fundamental contar com essas usinas da Petrobras", acentuou Chipp.No cenário que o ONS está divulgando hoje para os integrantes do setor elétrico, o órgão operador do sistema nacional prevê também que haverá uma ampliação da oferta de novas usinas no montante de 16.531 MW de potência no período de cinco anos (2007 a 2011), sendo 6.399 MW de hidrelétricas, 6.647 MW de térmicas e 2.396 MW de fontes alternativas (Proinfa - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica). RiscoCom isso, o risco de haver desequilíbrio entre oferta e demanda de energia só ocorrerá na região Sudeste em 2011, quando atingirá 5,3% de um risco potencial, ligeiramente acima do teto de 5% considerado tolerável pelo governo. Se a economia (PIB - Produto Interno Bruto) acelerar o crescimento para 4,8% ao ano nos próximos anos, o risco de déficit subirá para 7,3%.Chipp fez questão de esclarecer que esse número reflete o risco de "qualquer déficit" e esse indicador "não é muito adequado" para aferir a efetiva disponibilidade de energia no País. Conforme ele acentuou, para risco superior a 1% de "profundidade do déficit" (volume efetivo de falta de energia) o risco cai para 4% no cenário 1 (com o PIB crescendo a 4% ao ano) ou para 5,9% no cenário 2, com o PIB crescendo 4,8% ao ano. Isso significa um desequilíbrio de cerca de 391 MW médios, o que equivale a uma usina térmica de médio porte. "Esse é um desequilíbrio insignificante para o tamanho do mercado brasileiro e é plenamente administrável através de medidas operativas", acentuou.

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