ONS reitera defesa por leilões regionais

O diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, reiterou nesta sexta-feira (21) sua defesa por leilões regionais e por fontes. "Precisa ter equilíbrio entre hidrelétricas a fio d''água e com restrições ambientais e a expansão térmica garantindo o atendimento na ponta", disse, durante apresentação no debate Infraestrutura e Energia: Perspectivas de Geração, Transmissão e Oferta, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham-São Paulo).

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

21 de setembro de 2012 | 13h41

Ele defendeu de modo especial a fonte térmica e a realização de um leilão regional na Região Sul. Ele lembrou que no primeiro semestre deste ano, em meio à estiagem que atingiu a região Sul, o ONS determinou a transferência de 6 mil megawatts (MW) para o Sul, o máximo permitido pela capacidade de transmissão. "Se houvesse problema em alguma das linhas, o que é perfeitamente possível, não poderia ter sido feito", comentou.

Segundo Chipp, a região deveria receber uma térmica com geração previsível e fornecimento garantido. "De preferência, a gás, com ciclo combinado, nem que seja a GNL (gás natural liquefeito)", comentou.

O diretor também defendeu a realização de leilões localizados, identificando previamente a demanda de cada lugar, que levem em conta eventuais folgas no sistema de transmissão existente. Segundo ele, este modelo já é utilizado em Portugal e na Espanha, e permite a contratação pelo menor custo global do MW agregado. "Estou pensando em enviar uma nota técnica (sobre os dois leilões) para o Ministério de Minas e Energia, mas não é papel do ONS fazer isso, por isso aproveito as oportunidades para tentar sensibilizar o público", comentou.

De acordo com ele, a atual expansão da geração - com a construção de hidrelétricas sem reservatório e ampliação da participação da fonte eólica - torna mais complexa a operação do sistema, tendo em vista a maior intermitência e oscilação da carga. Chipp destacou diversos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pelo operador para fazer frente a essas mudanças da matriz, tais como estudos com previsão de ventos e dimensionamento quali-quantitativo da reserva de potência, para avalia a necessidade de mudança na metodologia de cálculos para a operação do sistema.

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