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ONU alerta: Brasil é um dos países mais vulneráveis à crise

As conseqüências, porém, não serão tão profundas como as contaminações sofridas pelo País nos anos 90

Jamil Chade, do Estadão,

21 de agosto de 2007 | 16h12

A ONU alerta que o Brasil está entre os países vulneráveis à turbulência dos últimos dias no mercado financeiro e pode de fato sentir os impactos se o cenário for mantido. As conseqüências, porém, não serão tão profundas como as contaminações sofridas pelo País nos anos 90. Veja mais informações na edição de quarta do Estadão.Entenda a crise e veja a opinião do governo e de especialistas Os economistas da entidade irão publicar no início de setembro seu levantamento sobre a situação internacional e apostarão em um crescimento da economia mundial para 2007 de 3,4%. Por enquanto, a previsão da ONU para o crescimento da economia latino-americana em 2007 é de 4,7%. Nos Estados Unidos, a previsão é de 2%.  Apesar dos alertas em relação ao Brasil, as Nações Unidas admitem que a situação do País é mais sólida que nos anos 90. "Hoje, vários países emergentes estão em condições mais adequadas para enfrentar situações de desequilíbrio. Isso não significa, porém, que estejam isentos de qualquer impacto", disse o economia da ONU.  Para ele, um eventual aspecto positivo dessa menor exposição dos investidores ao real pode ser a maior competitividade para as exportações brasileiras diante de uma moeda menos valorizada. O problema é que essa tendência seria seguida por uma queda do consumo nos principais mercados, como nos Estados Unidos, o que acabaria anulando os ganhos obtidos com o real.  Na semana passada, a Organização Mundial do Comércio (OMC) já havia alertado que os países com maior grau de dependência em relação ao mercado americano como destino de suas exportações podem sofrer uma queda no crescimento de suas vendas em 2008.  Para as Nações Unidas, a turbulência nas bolsas é, acima de tudo, uma clara demonstração de que os mercados financeiros internacionais precisam sofrer algum tipo de regulamentação para que não acabem afetando economias inteiras e contaminando países. A ONU defende a regulamentação há pelo menos sete anos, como forma de garantir maior transparência.

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