Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

ONU alerta sobre venda de alimento contaminado

Genebra - Os países emergentes podem perder espaço no mercado internacional de alimentos se os governos não garantirem um sistema de vigilância sanitária mais rígido. O alerta é da Organização de Agricultura e Alimentos da ONU (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que ontem fizeram um apelo para que os governos adotem medidas para impedir que alimentos acabem provocando mortes e problemas de saúde. Em apenas um ano, houve 2,4 mil incidentes de contaminação de alimentos no mundo. "Os países somente conseguirão manter sua participação no mercado globalizado dos alimentos e a confiança do consumidor se aplicarem os padrões internacionais de qualidade e segurança", alertou Ezzeddine Boutrif, diretor de Proteção do Consumidor da FAO. Na Europa, produtores de carne da Irlanda estão tentando se aproveitar de supostas falhas no sistema de vigilância no Brasil para conseguir banir o produto nacional do mercado europeu. A Comissão Européia deu até o fim do ano para o Brasil adotar as leis e procedimentos necessários. Para as entidades, o que o mundo come hoje poderá se tornar um risco real para a saúde pública se políticas rígidas não forem adotadas. Um dos exemplos seria o aumento dos casos de contaminação por salmonella. A venda aos Estados Unidos de alimentos contaminados da China e a morte de três pessoas em 2006 voltaram a colocar o tema na agenda da OMS.Em média, 200 casos de contaminação são enviados por mês aos técnicos da ONU. Em apenas um ano, 1,8 milhão de crianças morrem de diarréia. Segundo a OMS, quase todas essas mortes ocorrem por alimentos ou água contaminada.

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