ONU reduz projeção para crescimento da AL em 2013

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU) disse em um relatório divulgado nesta terça-feira, 23, que a economia da região deve crescer 3,5% este ano, uma projeção inferior à estimativa de 3,8% feita anteriormente. A revisão do número se deve a uma recuperação "menos dinâmica do que o esperado" de Brasil e Argentina.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

23 de abril de 2013 | 17h17

Para o Brasil, a Cepal agora estima um crescimento de 3% este ano, abaixo dos 4% previstos anteriormente. No caso da Argentina a projeção é de expansão de 3,5%, ante 3,9% antes. "Esse crescimento maior em 2013 (na comparação com 2012) se deve à retomada na atividade agrícola e nos investimentos, que caíram nesses dois países em 2012", diz a instituição no relatório.

A Cepal afirma ainda que o crescimento na região também é impulsionado pela expansão do consumo, que é consequência da melhora no mercado de trabalho e do aumento no crédito bancário para o setor privado. "Isso se somou com os preços consistentemente mais altos das matérias-primas, que devem continuar elevados, apesar da queda em relação aos níveis de 2012".

Na análise do instituto, a crise na zona do euro continuará sendo um dos principais fatores de risco para a economia global este ano. "Em resumo, o cenário externo em 2013 continuará sendo caracterizado por um crescimento muito lento da zona do euro, com episódios de incerteza nos mercados financeiros globais devido à dificuldade para um acordo de combate à crise no bloco, o crescimento levemente maior nos EUA e no Japão, e a forte expansão da China", diz a Cepal. "Mais uma vez, os países emergentes vão liderar o crescimento global em 2013", acrescenta o estudo.

O Paraguai deve registrar o maior crescimento na região este ano, com expansão de 10%. Em seguida aparecem Panamá (+8%), Peru (+6%) e Haiti (+6%). A Colômbia deve registrar expansão de 4,5%, enquanto o PIB do Uruguai deve crescer 3,8%. Já o México vai se beneficiar da recuperação dos Estados Unidos e provavelmente terá alta de 3,5% na atividade econômica.

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