André Dusek/Estadão
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ONU revisa para baixo projeção do PIB brasileiro de 2017, para 0,1%

Em janeiro, organização havia previsto avanço de 0,6% neste ano; economia mundial deve crescer 2,7%

Com EFE

16 de maio de 2017 | 17h50

A Organização das Nações Unidas (ONU) revisou para baixo a projeção de crescimento do Brasil neste ano. Segundo a organização, o Produto Interno Bruto (PIB) irá avançar apenas 0,1% em 2017, após um retrocesso de 3,6% em 2016. Em janeiro, a organização havia projetado um crescimento de 0,6% para este ano. 

Para o ano que vem, porém, a projeção ficou mais otimista: passou de 1,6% para crescimento de 2,6% em 2018.

Em conjunto, a economia latino-americana contraiu 1,3% no ano passado e a ONU espera uma recuperação "modesta" durante 2017 e melhor em 2018, quando considera que o crescimento chegará aos 2,5%. A organização prevê um crescimento de 1,1% para a América Latina em 2017, ligeiramente abaixo dos 1,3% projetados em janeiro. Segundo as Nações Unidas, a queda corresponde principalmente ao ocorrido em 2016 na América do Sul, onde países como Brasil, Argentina e Venezuela sofreram uma recessão mais dura do que o previsto.

"A região continua enfrentando incertezas e riscos significativos, especialmente relacionados com medidas de política macroeconômica nos Estados Unidos e as agendas de reformas internas", aponta o relatório publicado hoje.

A ONU também revisou para baixo suas previsões de crescimento para África, especialmente no centro e no oeste do continente, e em vários dos países menos desenvolvidos do mundo.

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O crescimento econômico a nível global, porém, está ganhando força. Em uma atualização de suas previsões, a ONU confirmou que espera que a economia mundial cresça 2,7% neste ano e 2,9% no próximo.  

Na União Europeia (UE), os especialistas das Nações Unidas vaticinam um crescimento de 1,7% tanto em 2017 como em 2018 frente aos 1,8% que apontavam em janeiro. Embora destaque que a perspetiva é "robusta", a ONU adverte entre outras coisas que o problema continua sendo o desemprego em países como Grécia e Espanha.

A organização lembra que esses números significam uma aceleração com relação ao ano passado, quando registrou um crescimento de 2,3%, e correspondem a um aumento da produção industrial e do comércio global, alimentados principalmente pela demanda do leste da Ásia.

Estados Unidos. Para os Estados Unidos, o relatório melhora ligeiramente as expectativas de crescimento, de até 2,1% neste ano e no próximo, graças a uma aceleração da atividade na segunda metade de 2016 e às perspectivas de uma maior despesa pública. Ao mesmo tempo, chama a atenção para o "turbulento" ambiente político no país, com choques das propostas do Executivo com o Legislativo e a Justiça.

Segundo a ONU, em muitas zonas do mundo o crescimento continua abaixo dos níveis necessários para cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a grande estratégia internacional que entre outras coisas procura erradicar a pobreza extrema até 2030.

Além disso, o relatório adverte sobre o alto nível de incerteza política que impera no mundo, após a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia (UE), a nova postura em matéria de comércio global dos Estados Unidos e um ressurgimento do protecionismo e do nacionalismo em geral.

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