Opcionais aumentam o preço do carro em até 40%

O preço de um automóvel zero-quilômetro pode subir até mais de 40% no mercado nacional se a escolha do consumidor for pelo modelo completo em vez do básico. A opção de instalar no veículo itens como ar-condicionado, direção hidráulica e bolsas infláveis, controle interno dos espelhos retrovisores, limpador e desembaçador do vidro traseiro acabam por tornar alguns modelos bem mais caros se comparados ao seu valor de entrada.Uma picape Volkswagen Saveiro 1.8, por exemplo, chega a ter uma diferença de até 41% se comparados os preços mínimos. O preço mínimo da Saveiro quando sai de fábrica é de cerca de R$ 20,7 mil. O mesmo carro com acabamento Comfortline, que inclui ajuste de altura do banco do motorista, rodas de liga leve, direção hidráulica, ar-condicionado, toca-discos e trio elétrico, entre outros itens, custa em média R$ 29,3 mil. Há outros exemplos ainda dentro da linha Volkswagen de diferenças dilatadas, como a do Gol 1.0, beirando os 38% no caso do Plus 8V de três portas (seu preço vai de R$ 19,1 mil a R$ 26,3 mil).A Fiat segue a mesma tendência. Entre os carros da montadora, uma perua Palio Weekend ELX 1.0 16V chega a apresentar uma variação de preço maior que 36% - de aproximadamente R$ 22,4 mil, a básica passa para R$ 30,6 mil se vier completa. Já o Mille Fire, zero-quilômetro mais acessível do mercado brasileiro, por a partir de R$ 12,5 mil, pode acabar sendo encarecido em quase 30% com acionamento elétrico dos vidros e travas das portas e encostos de cabeça na traseira, pois o preço passa dos R$ 16 mil.Versão básica são menos de 20% do mercadoEmbora a General Motors tenha uma média de variação de 20%, assim como Ford, Renault e outras montadoras, há diferenças bem maiores, como a do Corsa Sedan Super 1.0 16V, de 33%, indo de R$ 21 mil, a versão mais simples, para R$ 27,9 mil, a mais requintada. Atualmente, menos de 20% de todos os automóveis produzidos no Brasil são em versão básica. O leque de opções para o consumidor que pode investir um pouco mais de dinheiro na aquisição do automóvel que não seja o básico é bem ampla no mercado atual. Basta avaliar: com os mesmos R$ 33,3 mil de uma VW Parati 1.0 16V com o acabamento Sportline, é possível adquirir um sedã mexicano da mesma marca, o Bora 2.0 "básico", mas que oferece de série direção hidráulica, coluna de direção ajustável, regulagem interna de altura dos faróis, abertura por controle interno de porta-malas e tampa do tanque de combustível, freios a disco nas quatro rodas, entre outros itens.Após a compra, a diferença de investimento fica restrita ao preço do seguro, que varia de um modelo para outro, pois o licenciamento tem valor único e o IPVA toma por base a porcentagem da nota fiscal. "Muitos clientes chegam aqui com plano de adquirir um popular completo. Mas, quando comparam os preços, acabam adquirindo um carro de um padrão superior, que nunca poderá ser chamado de básico", explica Geraldo Dutra, gerente de vendas da Chevrolet Itororó, na capital.

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