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Opções para os moradores: casa nova ou dinheiro

Três alternativas foram dadas aos moradores pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável pela obra da usina e pela retirada das famílias da área atingida pelas águas. Uma delas será a mudança para um novo "distrito" que começou a ser construído próximo a Jaci-Paraná. Numa área de 800 metros quadrados, uma pequena cidade em forma de condomínio já começou a ser construída, com 1.300 casas de 70 metros quadrados e em alvenaria.Os empreendedores a chamam de Pólo Jirau de Desenvolvimento Sustentável, mas entre os locais o "condomínio" já foi batizado de Nova Mutum. As outras duas opções são: receber uma carta de crédito ou uma indenização. Para isso, as famílias e os imóveis foram cadastrados pelo consórcio formado pelas empresas Suez e Camargo Correa e pelas estatais Eletrosul e Chesf."Muitos estão recusando a mudança, porque será como chegar numa casa estranha. Eles têm suas atividades aqui nessa área e temem enfrentar problemas para conseguir trabalho na Nova Mutum", diz Rosilene Prestes Oliveira, de 34 anos, nomeada administradora pela prefeitura de Porto Velho. "Sabemos que na nova vila terá área de lazer, água encanada, esgoto. Mas é uma área limitada, que nunca vai poder se expandir", lamenta a moradora.Não se sabe ainda se a maioria dos moradores aceitará a nova casa entregue pelo consórcio ou se preferirá o dinheiro. O que se sabe é que alguns já decidiram não trocar a Mutum-Paraná pela Nova Mutum. Mas não é só em Mutum-Paraná que o represamento obrigará a mudanças. No próprio local onde está sendo feita a obra de Jirau, moram seis pessoas, todas na casa erguida por Francisco Pereira, 55 anos, conhecido como Maranhão da Ilha. "Toda minha história está nesse lugar. É lamentável ter que deixar tudo para trás, mas é o preço do desenvolvimento."Maranhão ainda viverá na ilha enquanto a obra não atingi-la. Ele foi contratado para tocar uma das pequenas embarcações usadas no local. "Quando tudo estiver pronto, vou ter que seguir a vida num outro lugar", desabafa.

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