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Opel vai se separar da GM para garantir ajuda

Subsidiária europeia passará a ser uma unidade independente e GM pode abrir mão de 50% das ações

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS e CLEIDE SILVA, O Estadao de S.Paulo

28 de fevereiro de 2009 | 00h00

A Opel, fabricante de veículos europeia coligada à General Motors, anunciou ontem parte do seu plano de reestruturação para garantir sua sobrevivência mesmo que a companhia americana decrete falência. O presidente da GM na Europa, Carl Peter Forster, explicou que as atividades da Opel serão reagrupadas em uma unidade autônoma, com sede na Alemanha. A GM permanece como maior acionista, mas está disposta a abrir mão de até 50% das suas ações.O grupo informou que necessita de US$ 4,2 bilhões em ajuda governamental. Mas, segundo Forster, o plano não prevê fechamento de fábricas, principal temor dos cerca de 56 mil funcionários da empresa na Europa, dos quais 26 mil na Alemanha. Os demais trabalham em fábricas na Grã Bretanha, Espanha, Bélgica e Polônia. Também há um compromisso de reembolsar as eventuais ajudas governamentais em 2014 ou 2015.De acordo com Forster, a transformação jurídica e de negócios da divisão europeia se deve às dificuldades da GM, acentuadas pela crise no mercado automobilístico. Segundo ele, a GM torce para que a Opel tenha a ajuda de que necessita.Na quinta-feira, milhares de trabalhadores da Opel em diversos países da Europa protestaram contra o plano da matriz americana, que prevê demissões em massa na região. Os manifestantes também pediram a separação da Opel da GM."Apoiamos o plano de futuro porque fornece um grande potencial à empresa", declarou ontem o presidente do comitê de trabalhadores da Opel, Klaus Franz.VIABILIDADEO ministro da Economia da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, afirmou que o governo vai decidir sobre a viabilidade do plano de reestruturação elaborado pela General Motors para unidade alemã a partir de segunda-feira, quando receberá mais detalhes sobre o projeto.O ministro Guttenberg deverá discutir a proposta da Opel ainda hoje com os governadores dos Estados onde as fábricas do grupo estão localizadas. Até agora, os governadores não têm demonstrado grande interesse em relação a assumir completamente o controle da Opel, sugerindo apenas oferecer garantias de crédito para manter a produção em andamento.Já os revendedores da companhia na Alemanha afirmaram que estariam dispostos a investir na montadora.Também na quinta-feira, a GM divulgou nos Estados Unidos um prejuízo global de US$ 30,9 bilhões em 2008, o segundo maior da história do grupo. A divisão europeia teve prejuízo de US$ 2,8 bilhões.A única região onde a GM atua que apresentou lucro em 2008 foi a Laam, que agrupa América Latina, África e Oriente Médio. O Brasil responde por 42% das vendas desse bloco. Apesar ter registrado prejuízos no último trimestre, no acumulado do ano os ganhos atingiram US$ 1,3 bilhão.Procurada ontem para comentar se a ideia de separação da matriz também poderia ser adotada pela Laam, um porta-voz da GM do Brasil disse apenas que a empresa "não fala sobre suposições".

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