Opep anuncia corte de 1,5 mi de barris por dia na produção

O anúncio é uma tentativa de conter a queda do petróleo, que após bater US$ 147 este ano, está em US$ 70

Redação com AP e BBC

24 de outubro de 2008 | 07h27

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou nesta sexta-feira, 24, um corte de 1,5 milhões de barris por dia em sua produção, que entrará em vigor em 1º de novembro. Em nota, a Opep disse que os preços vivem um colapso de magnitude e rapidez dramática. Veja também: Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise  O anúncio é uma tentativa de conter a queda do petróleo, que após bater US$ 147 no auge da alta das commodities, encolheu com a crise financeira. Na quinta-feira, o preço do barril subiu US$ 1,60, atingindo US$ 70, uma queda de mais de 50% em relação à máxima do ano.  Divisão Doze dos integrantes da Opep queriam reduzir a produção para fazer os preços subirem. A Venezuela defendia que a produção fosse cortada em um milhão de barris por dia - ou 3% da produção total da Opep. O Irã queria cortar o dobro disso. O setor público do Irã depende quase totalmente das exportações. Alguns cálculos apontam que o Irã perde US$ 1 bilhão de receita por ano para cada dólar reduzido do preço do barril de petróleo. Já a Arábia Saudita foi contra a redução. O ministro do Petróleo do país, Ali al-Naimi, disse na quinta-feira que o preço deveria ser determinado pelo mercado. A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo da Opep. Uma das preocupações do país é evitar que países compradores procurem alternativas energéticas, no caso de o preço do petróleo subir demais.

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