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Opep concorda em reduzir produção diária de petróleo

Os ministros da Opep concordaram em reduzir a produção de petróleo em 1 milhão de barris por dia, mas ainda estão acertando os detalhes sobre a implementação do corte, afirmou um ministro da organização à Dow Jones, sob a condição de anonimato. "As consultas prosseguem, mas todos concordaram que há um excedente de 1 milhão de barris por dia no mercado. Um corte de 1 milhão de barris por dia será real e acontecerá em breve", acrescentou.Às 9h10 (horário de Brasília), o barril do Brent era negociado em queda de 0,86%, cotado em US$ 60,02, na ICE, em Londres. Na Nymex eletrônica, caía 0,83% para US$ 59,46, acima da mínima em US$ 59,25. O ministro afirmou que o presidente da Opep, Edmund Daukoru, enviou uma carta nos últimos dias a outros ministros sugerindo um corte de 1 milhão de barris/dia do teto oficial de produção numa base pro-rata, a partir de 1º de novembro. Segundo ele, os ministros da Opep e suas respectivas delegações estão agora discutindo se o corte deverá ser feito no teto oficial de 28 milhões de barris/dia ou na produção atual. Uma recente pesquisa da Dow Jones estimou que a Opep, excluindo o Iraque, produziu 27,55 milhões de barris/dia em setembro. "Esperamos que isto seja esclarecido nos próximos dias", disse o ministro. Enquanto isso, ele confirmou que vários membros da Opep concordaram em iniciar o corte da produção de forma voluntária. "Há um movimento para cortes voluntários, mas isto não elimina a necessidade de um corte total de 1 milhão de barris/dia", acrescentou o ministro. Um governador da Opep disse mais cedo à Dow Jones que as discussões sobre um possível corte de cerca de 1 milhão barris/dia prosseguiam. Se a Opep de fato cortar o teto de produção, será a primeira redução no limite oficial do grupo desde o corte anunciado em fevereiro de 2004 na reunião da Argélia. O ministro disse que "enquanto o preço do petróleo estiver perto de US$ 60,00 o barril, simplesmente não há necessidade de uma reunião (extraordinária), especialmente quando todos concordam com a necessidade do corte".O preço do barril atingiu este patamar nos últimos dias, do recorde de mais de US$ 78,00 em meados de julho, com aumento dos estoques de petróleo nos EUA coincidindo com a redução nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, segundo informações da agência Dow Jones.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 09h42

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