Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Opep deve cortar produção em 1 milhão de barris por dia

Os Ministros da Opep concordaram na redução de 1 milhão de barris ao dia na produção atual do grupo, o mais rápido possível, disse um governador e um delegado do cartel à agência Dow Jones. Nove dos onze países membros do grupo deverão participar da iniciativa, com exceção do Iraque e da Indonésia."A Opep continua acompanhando os preços de perto e especialmente os níveis dos estoques, que têm subido. Os movimentos dos preços do petróleo são importantes, mas da mesma forma os estoques norte-americanos, o que pode provocar pressão (nos preços) mais adiante", disse um delegado.O governador da Opep acrescentou que a Arábia Saudita concordou reduzir 3% ou cerca de 300 mil barris ao dia sua atual produção, de 9,1 milhões de barris. Ele disse ainda "não ser necessária a convocação de uma reunião de emergência. Os países participarão do corte em proporção a suas cotas de produção no grupo", afirmou.Em agosto, a Opep produziu 30 milhões de barris de petróleo ao dia, segundo a Agência Internacional de Emergia, portanto um corte de 1 milhão de barris ao dia equivale a 3,3% da produção do grupo. O petróleo ofertado pela Opep responde por mais de um terço do consumo total do mundo. O governador observou que as conversações, que na noite de quarta-feira resultaram na decisão do corte, continuam, segundo a Dow Jones.ReuniãoEntretanto, Edmund Daukoru, ministro do Petróleo da Nigéria, que também é presidente da Opep, afirmou que o cartel considera a possibilidade de realizar uma reunião de emergência para discutir a possibilidade de corte na produção dos países membros. "Estamos avaliando a idéia de um encontro de emergência", disse."Cada um de nós tem uma idéia da resposta apropriada. Concordamos que alguma coisa tem de ser feita", disse Daukoru, em referência ao possível corte. "Temos de concordar em quanto, quando e como distribuir o corte entre os países membros", acrescentou.Daukoru afirmou que os países somente vão tomar uma posição formal sobre os cortes depois de se consultarem. Mas disse que a Venezuela já prometeu reduzir 50 mil barris ao dia de sua produção. "A Argélia também deu sua opinião. Os sauditas já estão tomando algumas medidas", afirmou Daukoru.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.