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Opep deve cortar produção se G-20 não reativar demanda

Segundo ministro da Argélia, preço do barril está relacionado ao mercado de ações, que precisa de crédito

Ana Conceição, da Agência Estado,

17 de março de 2009 | 11h37

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve reduzir a produção novamente se os países do G-20 e as nações em desenvolvimento não tomarem medidas para interromper a queda na demanda, afirmou o ministro de Petróleo da Argélia, Chakib Khelil. "O preço do petróleo está relacionado aos mercados de ações, que precisa de crédito", comentou, acrescentando que os bancos que foram recapitalizados "precisam liberar dinheiro, caso contrário a demanda continuará a cair e nós continuaremos a reduzir a oferta."

 

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Ele ponderou, contudo, que o G-20 deverá sugerir boas soluções. Se for o caso, ele prevê que o preço do barril poderá chegar a US$ 60 no final deste ano. Com relação aos cortes que somam 4,2 milhões de barris por dia já realizados pela Opep, Khelil disse que o comprometimento dos países do cartel deverá chegar a 95% em maio. A Argélia já alcançou esse porcentual, disse, e atualmente produz 1,229 milhão de barris por dia. Em maio, o país terá cumprido com 100% de sua meta.

 

Khelil confirmou que o secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, conversou com ele antes da reunião da Opep, no último domingo, na qual o cartel decidiu contra mais um corte de produção. Ele disse que Chu expressou a necessidade de manter os preços baixos para a economia se recuperar. Em resposta, Khelil argumentou sobre a necessidade de os países produtores terem preços razoáveis.

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