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Opep deve manter produção de petróleo

A Organização dos países Exportadores de Petróleo (Opep) deve, no mínimo, manter sua produção atual de 28 milhões de barris diários. Mas, diante da situação do mercado, deveria reduzi-la, defendeu nesta segunda-feira o ministro venezuelano do setor, Rafael Ramírez, após conversar com o secretário-geral interino do cartel, o nigeriano Mohammed Barkindo.Barkindo foi o primeiro representante dos 11 países da Opep a chegar nesta segunda à Venezuela. Haverá cerca de 200 delegados dos países na 141ª Conferência Ministerial da organização, que será precedida por uma reunião da Subcomissão Ministerial de Monitoração do cartel, na quarta-feira.Ramírez disse que o segundo a chegar a Caracas, esta noite, será o ministro do Petróleo do Irã, Kazem Vaziri-Hamaneh. Semana passada, Vaziri-Hamaneh afirmou em seu país que não acreditava que a Opep alteraria seu atual teto oficial de produção na Venezuela.Na última reunião, em março, a organização decidiu manter sua produção em 28 milhões de barris diários, cerca de um terço da oferta mundial."O grosso dos ministros, governadores e suas comitivas chegará a Caracas amanhã", e será recebido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, acrescentou Ramírez.Consenso O ministro acrescentou que avalia que há um consenso em todos os países da Opep de que "o mercado está bem atendido" e os altos preços do produto registrados nos últimos meses não estão ligados a problemas na oferta."Os níveis dos estoques de petróleo estão acima das médias históricas e o de gasolina está subindo, de modo que a nossa posição, como país, tem sido de que os preços que temos visto não se devem aos fundamentos do mercado", repetiu.Ele apresenta "um forte componente de tensão geopolítica" devido, "por exemplo, ao caso do Irã" e seu programa de desenvolvimento nuclear. O programa tem o apoio da Venezuela, que acredita em sua finalidade exclusivamente pacífica, mas enfrenta a oposição dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, que pensam o contrário.Especuladores internacionaisObservadores também apontam que o mercado energético está à mercê de especuladores internacionais. Eles consideram que, nesta conjuntura, é quase nula a incidência da Opep sobre os preços, pois a maioria dos membros está bombeando ao máximo de sua capacidade.Ramírez destacou que, até quinta-feira, os ministros farão uma série de reuniões bilaterais, para chegar à sessão oficial com uma postura definida sobre a produção de cada um dos 11 países membros: Arábia Saudita, Argélia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Iraque, Irã, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar e Venezuela.

Agencia Estado,

29 de maio de 2006 | 15h42

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