HANS PUNZ/EFE
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Opep não chega a acordo sobre teto de produção de petróleo

Membros do grupo argumentam que o mercado está caminhando gradualmente para um equilíbrio entre oferta e demanda

Dow Jones Newswires, O Estado de S.Paulo

02 Junho 2016 | 11h07

VIENA - A reunião desta quinta-feira, 2, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terminou sem qualquer novo acordo sobre um teto para a produção de petróleo. Dessa maneira, o grupo de países continua com a política de não intervir, já que membros dizem que o mercado está gradualmente caminhando para um equilíbrio entre oferta e demanda e os preços ganham impulso.

A Opep, que controla mais de um terço do petróleo mundial, rejeitou a ideia de reintroduzir um limite de produção coletivo. Alguns membros da Opep desejavam a cota, a fim de dar mais disciplina à produção do grupo e de impulsionar os preços. O cartel tem produzido em nível forte há 18 meses, o que pressiona os preços.

O novo secretário-geral da Opep, o nigeriano Mohammed Barkindo, afirmou que o grupo pode vir a adotar um teto de produção da commodity no futuro, mas que agora está "confortável" sem essa medida. O comunicado oficial da reunião afirmou que o grupo monitorará o mercado de petróleo e deve se reunir novamente em 30 de novembro em Viena. Até lá, o cartel disse que monitorará o mercado. 

O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou que o mercado é que decidirá o preço do petróleo, rechaçando a ideia de se impor uma cota na produção. Segundo ele, os mercados de petróleo já estão melhorando.

Bijan Zanganeh, ministro do Petróleo do Irã, disse após a reunião que ainda é cedo para a Opep decidir sobre cotas. Teerã tem resistido a dar esse passo, no momento em que eleva suas exportações da commodity após se livrar de sanções internacionais. "A atual situação do mercado de petróleo é boa", avaliou Zanganeh. Ainda segundo ele, não há sinais de que outros membros da Opep estejam planejando impulsionar a produção.

O ministro do Petróleo do Catar, Mohammed al-Sada, também mostrou visão similar após a reunião, ao dizer que, com a alta recente nos preços, não há pressão sobre a Opep para influenciar o mercado. "O pior já passou para o petróleo", disse o ministro em entrevista coletiva após a reunião.

Entre os países que apoiavam a ideia de um acordo para limitar a produção está a Venezuela. Para o ministro Eulogio de Pino, um acordo daria aos membros mais flexibilidade do que limitar a produção. Segundo ele, uma produção entre 2,7 milhões de barris e 2,9 milhões de barris por dia seria bom para a Venezuela. Pino espera que o petróleo fique entre US$ 60 e US$ 70 o barril.

Nesta quinta-feira, o grupo concordou em permitir a volta do Gabão, duas semanas após o país do oeste africano ter deixado o cartel. Com uma produção de 240 mil barris por dia, o Gabão será o menor entre os agora 14 integrantes da Opep. 

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