Opep pode cortar produção em até 2,5 mi de barris por dia

Ministro do Irã diz que se demanda recuar de 8% a 10% em meio à crise financeira corte será realizado

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

21 de outubro de 2008 | 09h36

O ministro de Petróleo do Irã disse que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode cortar as cotas de produção de petróleo em até 2,5 milhões de barris por dia na próxima reunião do grupo, nesta sexta-feira, caso a demanda recue de 8% a 10% em meio à turbulência no mercado financeiro.  Veja também:Japão indica que grandes bancos podem receber recursos públicosRússia deve ter cuidado no uso de reservas, diz ministroConsultor responde a dúvidas sobre crise  Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise   "Caso a projeção para a demanda recue para entre 8% e 10%, então a Opep pode ser forçada a reduzir a produção entre 2 milhões e 2,5 milhões (de barris por dia)", afirmou Gholam Hossein Nozari a repórteres durante uma entrevista coletiva em Teerã.  Às 09h20 (de Brasília), o petróleo para dezembro negociado na Nymex caía US$ 0,86, ou 1,16%, para US$ 73,53 o barril em Nova York. Em Londres, o petróleo tipo Brent para dezembro perdia US$ 1,02, ou 1,42%, para US$ 71,01 o barril. De acordo com os ministros da Opep, o declínio nas cotas de produção era necessário para garantir o equilíbrio dos preços em um mercado afetado pela deterioração da demanda por petróleo. "Esta reunião de emergência é muito importante porque a demanda caiu devido às condições econômicas críticas dos EUA e da Europa. Alguns países asiáticos também foram afetados", avaliou Nozari.  A queda na produção também era vista como forma de garantir que os preços do petróleo operem em um nível suficiente para garantir os investimentos futuros na capacidade produtiva, acrescentou.  "Acreditamos que a queda nos preços do petróleo prejudicará os consumidores no longo prazo e eliminará a motivação para os investimentos", disse Nozari. Quando questionado sobre qual era o preço perseguido pelo Irã, Nozari respondeu: "Quanto maior, melhor". As informações são da Dow Jones.

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