Opep prevê alta na produção de petróleo no País

Relatório aponta que, em 2017, Brasil será responsável pelo maior volume entre produtores de fora do cartel

Fernando Nakagawa, correspondente, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2016 | 22h07

LONDRES - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou ligeiramente a previsão para a produção da commodity no Brasil em 2016. Relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, 10, elevou em 10 mil barris diários de petróleo (BPD) a expectativa de produção média brasileira, para média de 3,11 milhões de barris. Para 2017, a entidade prevê aumento expressivo de 260 mil barris diários no Brasil – o maior volume entre todos os países produtores de fora do cartel.

O documento mensal divulgado em Viena cita que a expectativa para a produção brasileira neste ano foi ajustada ligeiramente diante da melhora da produção recente. “A produção aumentou em junho seguindo a recuperação vista em maio, principalmente devido ao campo de Lula”, cita a Opep. No mês, a Petrobrás anunciou produção de 2,53 milhões de BPD, com aumento de 40 mil barris na comparação com maio.

Para 2017, o cenário é mais otimista. A entidade prevê que a produção média do Brasil deve crescer 260 mil barris diários, para média de 3,37 milhões. Esse aumento será gerado pelo início de funcionamento de sete novas plataformas, sendo três no Campo de Lula, uma em Lapa e outra na área de Libra.

Com o desempenho projetado no próximo ano, o Brasil deverá ser o país que mais aumentará a produção fora do cartel. Com os 260 mil barris extras, a produção brasileira de petróleo crescerá quase o dobro do Canadá, o segundo da lista com 150 mil barris diários. Em seguida, aparecem Congo (aumento da produção de 50 mil barris diários), pequenos produtos da África (50 mil barris) e Malásia (40 mil barris). Por outro lado, EUA, México, China, Colômbia, Azerbaijão, Rússia, Vietnã, Casaquistão, Noruega e Reino Unido devem reduzir a produção no próximo ano.

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