Opep prevê em 2009 menor demanda de petróleo desde 2002

Grupo aponta desaceleração econômica como causa do menor crescimento e enfatizou aumento de estoques

NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

15 de agosto de 2008 | 09h45

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertou nesta sexta-feira, 15, que a desaceleração econômica global levará a um maior enfraquecimento do crescimento da demanda por petróleo e enfatizou o potencial de um forte aumento nos estoques da matéria-prima (commodity). O grupo também reiterou que a demanda por petróleo da Opep, que atende cerca de 40% do consumo diário mundial, deve diminuir cerca de 700 mil barris por dia no próximo ano em relação a este, para o seu menor nível desde 2002.   Veja também: AIE e petrolíferas criticam mudanças na Lei do Petróleo Soros aposta 22% do seu fundo na Petrobras País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo"Com a produção da Opep bem acima da demanda esperada por petróleo, há o potencial de um forte aumento nos estoques da matéria-prima", disse a Opep, em seu relatório mensal. Segundo a Opep, a atual estrutura do mercado futuro de petróleo, onde os contratos mais curtos estão mais baratos do que os mais longos, indica que a oferta atual é mais do que suficiente para suprir a demanda e encorajaria mais o acúmulo de estoques.A demanda nos Estados Unidos foi fortemente afetada pela desaceleração da economia e pelos preços elevados do petróleo, com o combustível para transporte e indústria registrando o maior declínio em demanda. Até mesmo o forte crescimento de demanda na China, Oriente Médio e Ásia fez pouco para compensar o forte declínio da demanda nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no segundo trimestre, mostrou o relatório. A OCDE reúne 30 países, que produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo. O Brasil não faz parte da organização.Após a queda expressiva dos preços do petróleo em meados de julho e agosto, o relatório enfatizou que o enfraquecimento dos fundamentos do mercado começa a se refletir nos preços. "De fato, a reação morna do mercado às recentes interrupções de oferta no Cáucaso indica a recente mudança de sentimento", disse o relatório. As informações são da Dow Jones.

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