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Opep reduz novamente projeção de demanda por petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu novamente sua estimativa para a demanda global por petróleo este ano, uma vez que a fraqueza da economia mundial começa a afetar a demanda em países em desenvolvimento, como a China.

NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

11 de agosto de 2009 | 12h39

Em seu relatório de abril, a Opep afirmou que "em 2009, a demanda mundial por petróleo deve cair pelo segundo ano consecutivo, declinando 1,4 milhão de barris por dia após uma revisão para baixo de 400 mil barris por dia". No mês passado, a Opep havia reduzido sua projeção no mesmo montante. O cartel projeta agora demanda de 84,18 milhões de barris por dia em 2009, comparado a 85,55 milhões em 2008.

A Opep disse que a demanda por petróleo nos 30 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - o Brasil não faz parte da entidade - deve declinar ao longo de 2009 em 1,5 milhão de barris por dia, para 46 milhões de barris por dia. "Os países que não integram a OCDE devem ver apenas um ligeiro crescimento de 130 mil barris por dia", afirmou o relatório.

Já em relação à China, a demanda chinesa diminuiu 140 mil barris por dia, para 7,83 milhões de barris por dia, no primeiro trimestre deste ano. Mas a organização ainda espera uma alta de 40 mil barris por dia na demanda da China este ano, para 8,01 milhões de barris por dia. "Em base trimestral, a demanda aparente por petróleo da China no primeiro trimestre caiu pela primeira vez desde 2005."

Refino

A Opep anunciou ainda uma "perspectiva desfavorável" para as margens de refino do petróleo no médio prazo. "Por causa do grande volume de estoques, especialmente de destilados, o sentimento atual com relação ao mercado de produtos deverá piorar um pouco, com a temporada de viagens chegando ao fim e com o início do período de manutenção das refinarias", disse.

De acordo com a organização, as margens fracas de refino também podem ter um impacto negativo sobre os fundamentos do petróleo bruto nas próximas semanas. A Opep reconheceu que as margens de refino se fortaleceram nas últimas semanas, mas citou o corte de produção nas refinarias como a principal razão para isso. "No pico da temporada de viagens, as refinadoras geralmente tentam elevar os níveis de produção. Mas, por causa da demanda continuamente fraca, em linha com a persistente crise econômica, as refinadoras cortaram os níveis de produção de maneira generalizada em julho", afirmou o relatório. A taxa de utilização da capacidade das refinarias foi de 85,9% em julho.

A Opep afirmou ainda que os preços altos da gasolina nos Estados Unidos foram, em larga medida, causados por restrições de oferta. "A demanda mais alta por gasolina somou-se aos cortes anteriores na utilização da capacidade das refinarias e deu sustentação aos preços do combustível, o que se sobrepôs aos efeitos adversos do aumento dos estoques em julho". A diminuição da importação de gasolina da Europa também contribuiu para a manutenção do preço do produto em nível elevado nos EUA. As informações são da Dow Jones.

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