Operação contribui com o esforço fiscal do governo federal

CENÁRIO: Adriana Fernandes e Bernardo Caram

O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2015 | 02h02

Com dificuldades para entregar a meta de superávit primário das contas públicas deste ano, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deu ontem mais um passo para tentar reforçar o cofre do governo. Ainda que sem prazo definido, foi anunciado o início dos estudos para a abertura de capital da Caixa Seguradora. O governo escolheu a área de seguros porque é o segmento mais atrativo e tem informações em mãos do apetite dos investidores para a operação.

Como antecipou o 'Broadcast', serviço de tempo real da 'Agência Estado', o ministro quer acelerar a operação porque precisa reforçar o superávit diante do quadro de queda da arrecadação por causa da atividade econômica mais fraca do que o esperado.

Após o anúncio, Levy afirmou não ter como avaliar o superávit primário das contas do governo com a abertura de capital, mas reconheceu o seu potencial de arrecadação. Ele lembrou que a cobrança de tributos trouxe rendimentos à União no fim de 2013, com a abertura de capital do BB Seguridade.

Em fevereiro, o governo já havia conseguido arrecadar R$ 4,64 bilhões de impostos com uma transferência de ativos entre a empresa de cartões Cielo e o Banco do Brasil. Esse dinheiro salvou a arrecadação da Receita Federal de um desastre e evitou um rombo ainda maior nas contas do governo federal, que registraram déficit - o primeiro da gestão Levy.

As medidas de ajuste tomadas até o momento não são suficientes para atingir a meta. Na semana passada, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Levy indicou que pode elevar tributos. "Seria inadequado dizer que jamais trarei imposto novo", disse, ressaltando que o governo pode tomar mais medidas para atingir a meta de superávit. Nos últimos dias, o movimento do ministro tem sido preventivo diante das dificuldades para aprovar o pacote no Congresso.

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