Operação de telefonia pode sair este ano

Dentro da meta de estender sua atuação, os Correios estão investindo em áreas fora do setor de cartas e encomendas, de acordo com o presidente da empresa, Wagner Pinheiro. Os serviços bancários serão estendidos para segmentos como seguros e empréstimos, e um projeto de telefonia celular deve sair do papel ainda este ano.

O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2014 | 02h05

Segundo Pinheiro, essa extensão de serviços servirá para elevar a receita e minimizar o impacto do custo fixo da manutenção de 12 mil pontos de atendimento - muitos deles deficitários e com pouco movimento de cartas e encomendas - no balanço da instituição. No ano passado, o lucro dos Correios ficou em R$ 325 milhões, queda de 70% em relação ao fechamento de 2012.

Empréstimos. O executivo diz que a extensão dos serviços do Banco Postal - uma parceria com o Banco do Brasil - começará por 80 agências nos próximos meses e será estendido aos poucos. A mudança incluirá a concessão de empréstimos, inclusive imobiliário, de seguros e de títulos de capitalização.

A ideia faz sentido, segundo Pinheiro, porque as agências dos Correios estão presentes em 1.650 municípios em que a presença de instituições financeiras é pouca ou nenhuma.

É justamente essa "capilaridade" em áreas distantes dos grandes centros que deverá impulsionar o serviço de telefonia. Para entrar no setor, a empresa alugará a rede de uma grande operadora. A venda de chips deve começar no fim deste ano. A partir de 2015, as lojas também deverão vender aparelhos.

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