ED FERREIRA/ESTADAO
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Operação especial vai tentar garantir energia no carnaval

O governo vai montar uma operação especial para garantir o abastecimento de energia durante o carnaval. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou ontem que equipes do ministério e das empresas distribuidoras vão trabalhar em esquema de plantão a partir das 18h de hoje até as 6h da próxima quarta-feira, 24 horas por dia.

ANNE WARTH , EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2015 | 02h05

Embora não espere um aumento no consumo de energia durante o feriado, o governo decidiu se programar e convocou as distribuidoras para discutir ações que evitem problemas nas cidades que mais recebem turistas, como Rio de Janeiro e as capitais do Nordeste. "Não há nenhuma preocupação em relação ao horário de pico de demanda", garantiu Braga.

O principal motivo da operação especial é a previsão de chuvas em diversas regiões do País, o que pode causar problemas de queda no fornecimento de energia. "Estamos atentos porque poderemos ter algumas intercorrências climáticas, como raios, e teremos que agir com rapidez", afirmou. "Há uma expectativa de chuva para o feriado, o que é bom, porque nas áreas em que deve chover são justamente aquelas em que estamos precisando de chuvas."

Chuvas. Braga afirmou que as chuvas melhoraram em fevereiro e devem ficar dentro da média esperada para o mês, o que deve elevar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas. "Até o fim de fevereiro, a expectativa é que a chuva fique na média histórica para o mês, o que diante do que aconteceu em novembro, dezembro e janeiro já é uma melhoria."

"Os reservatórios já estão se recuperando em várias áreas estratégicas. Ainda temos alguns que ainda não estão como gostaríamos, mas há uma melhora bastante razoável", disse Braga.

Aeroportos. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, disse não haver temor de falta de energia nos aeroportos. "O ministro Eduardo Braga, tem deixado muito claro que nós temos energia sobrando. Nós produzimos mais do que estamos consumindo. Não há riscos", disse.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Guaranys, lembrou que os aeroportos têm geradores. "Em caso de falha, haverá acionamento das contingências." / COLABOROU LAÍS ALEGRETTI

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