Operação padrão lota pátio de carros em porto do RS

A operação padrão dos auditores da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lotou o pátio automotivo do Porto do Rio Grande com dez mil veículos e também os armazéns de fertilizantes com cerca de 250 mil toneladas. O estoque de declarações de importação em análise na Receita Federal também cresceu para cerca de 270, quando, em tempos "normais", fica em torno de 70.

PORTO ALEGRE, CURITIBA, RECIFE , O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h07

Apesar de tornar mais lentas as operações, o movimento dos funcionários não interferiu no fluxo de navios. Dados da Praticagem da Barra da Lagoa dos Patos mostravam que havia 24 navios atracados ou fundeados e outros 24 fora da barra na tarde desta segunda-feira. Os números foram considerados normais para esta época do ano por funcionários da Praticagem, da Receita Federal e da Anvisa.

As duas categorias profissionais reivindicam reposições salariais e concurso público para contratação de funcionários porque entendem que os quadros atuais são insuficientes para atender a demanda de serviços.

Paraná. No porto de Paranaguá (PR), a operação dos funcionários da Receita e da Anvisa pode ter deixado cerca de US$ 5 milhões de prejuízos. A estimativa foi apresentada por técnicos ligados aos assuntos portuários, que estimam que cada embarcação que não atraca custa aproximadamente US 30 mil por cada dia de atraso. No Porto de Paranaguá havia uma fila de 126 navios à espera de um lugar.

Para agilizar a entrega do certificado de livre prática o governo paranaense assinou na sexta-feira um protocolo de cooperação técnica com o governo federal, na qual, o governo do estado poderá, por meio da Secretaria de Saúde, emitir o documento.

Pernambuco. Liminar concedida pela Justiça Federal em Pernambuco na quinta-feira passada determinou a atracação dos navios fundeados no porto de Suape mesmo sem o certificado de livre prática - concedido pela Anvisa e necessário para o embarque e desembarque de mercadorias. /ELDER OGLIARI, ANGELA LACERDA E JULIO CESAR LIMA

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