JOSÉ MARIA TOMAZELA/AE
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Operação prende 25 por fraude em vendas de grãos em cinco Estados

Envolvidos fraudavam notas fiscais e documentos de venda de grãos para sonegar impostos; em apenas dois anos, a quadrilha pode ter sonegado ao menos R$ 44 milhões

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2018 | 19h19

SOROCABA - Uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul prendeu, nesta quarta-feira, 8, 25 pessoas envolvidas num esquema de fraudes na comercialização de soja e milho em cinco Estados brasileiros. 

Os envolvidos fraudavam notas fiscais e documentos de venda de grãos para sonegar impostos. Em apenas dois anos, a quadrilha pode ter sonegado ao menos R$ 44 milhões.

Conforme nota do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Campo Grande, no âmbito da Operação 'Grãos de Ouro' foram expedidos 32 mandados de prisão preventiva e 104 mandados de busca e apreensão. 

Um dos mandados de busca foi cumprido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, na mesa de um servidor suspeito de integrar o esquema.

Nesse Estado foram realizadas 21 prisões, sendo 13 somente em Campo Grande, incluindo funcionários do fisco estadual e empresários do comércio de cereais. Na casa de um produtor rural, foram apreendidos R$ 500 mil em dinheiro. Em Cuiabá (MT), foram presas duas pessoas, mesmo número de suspeitos presos na cidade paulista de Presidente Prudente. Também houve prisões em Rio Verde e Mineiros (GO), e Rodeio Bonito (RS).

De acordo com o Gaeco, as investigações tiveram início em 2016, a partir de uma constatação da Secretaria da Fazenda de que as vendas de grãos não resultavam em recolhimento do ICMS para o Estado. Conforme a investigação, os grãos saíam de Mato Grosso do Sul para outros Estados com notas fiscais falsas, indicando venda interna, no próprio Estado - sem recolhimento do imposto.

Em outras situações, os envolvidos emitiam nota como se o produto fosse de outro Estado, estando apenas de passagem pelo Mato Grosso do Sul. O esquema envolvia também as transportadoras, corretores de cargas e servidores estaduais dos postos de fiscalização. As 14 empresas já identificadas como envolvidas no esquema passarão por um pente-fino, segundo o Gaeco.

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