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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Operações de aumento de capital animam mercado

O aumento de capital ideal preserva a participação dos minoritários numa empresa e reverte em lucro futuro a todos os acionistas envolvidos. Para especialistas, o novo aporte de recursos em uma companhia também deve ser o mais transparente possível. O mercado vive atualmente uma concentração de volumosas operações desse tipo.Estão em andamento três mega-aumentos de capital que, juntos, somam cerca de R$ 6 bilhões. As empresas envolvidas são a Net, Light e Telesp Celular. O aumento de capital se dá por meio da emissão de novas ações, que podem ser compradas ou não pelos minoritários. O preço dos papéis é estabelecido pelo controlador."A companhia deve estar envolvida em um projeto definido, ressaltando a finalidade do investimento com credibilidade, sem beneficiar o majoritário em detrimento do minoritário", disse o analista-chefe da BBV Corretora, Carlos Firetti. "Devem ser oferecidas condições para, ao mesmo tempo, preservar o valor do acionista e maximizar o da empresa", completou a analista-chefe da Fator Doria Atherino Corretora, Lika Takahashi.Entre os principais requisitos do aumento ideal está o preço estipulado para os papéis. Segundo os especialistas, a proposta deve sempre se aproximar do valor de mercado das ações, o que diminui a possibilidade de diluição da fatia detida pelo acionista.Júlio Ziegelmann, da BankBoston Asset Management, acredita que um preço um pouco mais alto valoriza os papéis, o que beneficia os minoritários. Já o sócio-diretor da Fama Investimentos, Fábio Alperowitch, acha que o valor deve ficar igual ou abaixo do mercado.Alperowitch ainda afirma que o tipo de moeda usada na subscrição deve ser a mesma. "Acho injusto o controlador poder pagar, por exemplo, com dívidas que possui em relação à empresa, e o minoritário não." Outro ponto destacado é a transparência de objetivos. "O acionista precisa saber se verá o retorno de seu novo aporte na companhia", disse Ziegelmann.Na opinião de Lika, da Fator, nenhuma das três operações em andamento oferece esse conforto ao investidor. "Há uma coisa comum entre os aumentos da Net, Light e Telesp Celular, que é uma divulgação de informações muito pobre." Para ela, essa situação é ruim, pois eleva a volatilidade dos papéis das empresas e confunde o acionista. A analista também questiona o chamado "período de silêncio" que as companhias alegam ter de respeitar por causa da operação.

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