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Operações de crédito recuam no Brasil

Com o baixo nível de atividade da economia e um volume significativo de atrasos nos pagamentos de prestações e empréstimos, os bancos praticamente não estão realizando novas operações de crédito. As concessões de financiamentos em maio caíram 2,3%, passando de R$ 70,5 bilhões no mês passado para R$ 68,9 bilhões este mês. No caso das pessoas físicas, à exceção das compras de produtos como eletroeletrônicos e das operações com cartão de crédito, todas as demais modalidades registram queda.No caso dos eletroeletrônicos, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, acredita que as vendas possam ter sido impulsionada por fatores sazonais como o Dia das Mães e a Copa do Mundo. Já os cartões de crédito, além dos gastos maiores, o crescimento reflete também o impacto da desvalorização do real frente ao dólar nas operações feitas no exterior. A maior queda verificada foi no financiamento de veículos: 7,7%. O uso do cheque especial também caiu 2,7% e o crédito pessoal, 1,3%.Já nas modalidades direcionadas para empresas, a maior queda foi nas operações de curtíssimo prazo (?hot money?), 18,3%. Enquanto isso, os repasses externos e o crédito para exportação (ACC) subiram 6,6% e as aquisições de bens, 8,6%. Segundo Lopes, essas elevações refletem a desvalorização da taxa de câmbio, que foi de 6,75% no mês passado.A taxa geral de juros cobrada pelos bancos subiu 0,4% em maio, ficando em 59,5%. Segundo Lopes, esse aumento foi conseqüência de uma elevação de 0,7% verificada no custo de captação das instituições financeiras. O chefe do Depec ressalta, entretanto, que somente parte do aumento foi repassado aos consumidores e, com isso, o ?spread?, que mede justamente a diferença entre a taxa de captação e a de repasse dos bancos, caiu 0,3% no período.

Agencia Estado,

26 de junho de 2002 | 19h42

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