Operador do Société é interrogado junto com executivos

Juízes franceses interrogaram hoje o ex-funcionário do banco francês Société Générale Jérôme Kerviel e seus ex-superiores (e executivos do banco) sobre as perdas bilionárias com negociações no mercado financeiro que o Société atribui ao operador. Dois juízes estão tentando determinar o que os colegas e chefes de Kerviel sabiam sobre suas negociações não autorizadas, que o banco afirma terem resultado em perdas de quase 5 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões).Kerviel afirma que agiu sozinho, mas que seus chefes provavelmente sabiam do que ele fazia e fecharam os olhos enquanto ele ganhava dinheiro para o banco. Na semana passada, Kerviel foi interrogado ao lado de seu ex-chefe, Eric Cordelle.Autoridades judiciais informaram que o ex-funcionário foi levado ao escritório do banco na manhã de hoje pelos juízes, onde foi interrogado. O interrogatório foi feio logo após outro funcionário do banco, que trabalhou com Kerviel, ter sido solto hoje. Ele estava sob custódia da polícia desde ontem para ser interrogado sobre o caso.A decisão de um tribunal francês sobre se Kerviel deve ser mantido em uma prisão em Paris durante a investigação, sob alegação de que ele deve ser impedido de conversar com cúmplices, está prevista para amanhã. Uma investigação preliminar feita pelo próprio banco não encontrou evidências de que alguém tenha ajudado Kerviel a esconder suas posições.Em 24 de janeiro, o Société divulgou que teve perdas de quase 5 bilhões de euros com a liquidação de 50 bilhões de euros em posições futuras não autorizadas feitas por Kerviel. O ex-funcionário está sob custódia da polícia desde fevereiro e enfrenta acusações de falsificação e realização de atividades não autorizadas. As informações são da Dow Jones.

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