Operadora brasileira é vista como essencial pelos dois grupos

A briga vista nos últimos meses pelo controle da Vivo é somente mais um capítulo de uma história de conflitos iniciados logo após a criação da empresa. O atrito da gestão compartilhada, em que um executivo português presidia a operadora e um espanhol era o diretor financeiro, levou a Vivo a enfrentar, em 2005, resultados ruins, perda de mercado e problemas com clonagens de celulares. A crise só foi estancada quando o brasileiro Roberto Lima assumiu a operação.

, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2010 | 00h00

Desde então, o desejo de terminar a sociedade se tornou público. A Telefónica enfrentou uma série de panes no Speedy, seu serviço de banda larga, em São Paulo durante 2009, o que prejudicou seus resultados. A empresa também tentou comprar a GVT, operadora brasileira que acabou nas mãos da Vivendi. A partir daí, a compra da Vivo passou a ser essencial, para melhorar o desempenho do grupo no Brasil.

Para a Portugal Telecom, a operação brasileira é ainda mais importante. Em 2009, o Brasil representou 48% das receitas do grupo, e passou a ser mais da metade este ano. O País também é a principal fonte de crescimento para o grupo português.

Por causa disso, o governo de Portugal não é movido somente pelo sentimento nacionalista. A venda da Vivo seria mais aceitável politicamente se fosse possível garantir uma presença no Brasil por meio do investimento em outra operadora. / R.C.

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