Operadoras confirmam corte de vôos para 11 de setembro

Alguns passageiros dos EUA decidiram não viajar de avião na próxima quarta-feira, dia em que os atentados terroristas completam um ano. Grandes operadoras norte-americanas já anunciaram que vão cortar o número de vôos por causa da quantidade de reservas para o dia muito abaixo do usual. Porta-vozes das companhias confirmaram cortes de parte dos serviços para 11 de setembro, mas recusaram-se a discutir especificamente sobre o número de reservas. A Orbitz, um dos três maiores sites de venda online de passagens, informou que as reservas estão 25% menores para quarta-feira, segundo a porta-voz do serviço, Terri Shank. Ela disse que quartas-feiras respondem normalmente por 12% do número de vendas totais da semana na Orbitz, mas o dia 11 de setembro está com pouco mais de 9% do total. Shank destacou, entretanto, que as reservas para toda a semana não caíram. "Os passageiros mudaram suas viagens da quarta-feira para algum outro dia." Eles levantaram uma quantidade de razões para sua relutância em viajar no dia 11, disse David Stempler, presidente da Air Travelers Association, de Washington. "Alguns disseram que estão preocupados com outro ataque terrorista, ou que não estão com medo, mas seus parentes lhes pediram que não viajassem. Outras pessoas me disseram que deve haver segurança extra em aeroportos, fazendo crescer a apreensão para além do suportável. E houve outros que disseram que este deve ser um dia de lembranças e que querem ficar em casa em respeito àqueles que morreram." A American Airlines e a United Airlines, que perderam dois aviões cada uma com os atentados, vão promover eventos em memória à data e os empregados a trabalho vão usar faixas vermelhas, brancas e azuis. A American Airlines vai fazer um momento de silêncio na quarta-feira com todos os funcionários e vai convidar os passageiros no ar para fazerem o mesmo. O dia 11 de setembro de 2001 marcou o começo de um acentuado declínio para o setor, que já estava sofrendo com a diminuição dos negócios de viagens. Apesar de as operadoras terem reduzido a capacidade e cortado custos, a maioria delas espera divulgar prejuízo este ano, como ocorreu em 2001. A US Airways pediu concordata em agosto e a United Airlines também poderá ser forçada a fazê-lo. Na semana passada, várias empresas aéreas grandes restringiram suas políticas de passagens na esperança de aumentar as receitas, que continuam fracas.

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