Operadoras deixam de ativar planos de internet, telefonia e TV

Operadoras deixam de ativar planos de internet, telefonia e TV

Com pouco combustível, a frota de veículos das companhias está parada; atendimento está restrito a reparos de emergência

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2018 | 16h52

Com a greve de caminhoneiros, o desabastecimento de combustíveis em todo o País derrubou a ativação de novos planos de internet, telefonia e TV por assinatura pelas operadoras de telecomunicações nos últimos dias.

+ Leia os relatos enviados ao 'Estadão' sobre o impacto da greve

A frota de veículos das companhias está quase seca, de modo que o pouco combustível que resta está sendo preservado para garantir o atendimento a reparos de emergência nas redes de hospitais, forças de segurança, instituições públicas e empresas prestadoras de serviços essenciais à população.

"As operadoras já estão com dificuldades de atender chamados e fazer serviços de manutenção", salientou o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), João Moura, em entrevista ao Broadcast.

+ Como a greve afeta a sua região? Envie o seu relato pelo WhatsApp (11) 99439-3766

"Quem pediu para ligar um serviço (internet, telefone fixo ou TV paga) nos últimos dias não foi atendido", emendou, citando o esforço das empresas em racionar combustível. "Não estamos em uma situação de pânico, mas estamos cautelosos, guardando fôlego para enfrentar os dias que vêm pela frente."

As operadoras Oi, Claro, TIM e Telefônica foram procuradoras, mas não concederam entrevista. Elas preferiram se manifestar apenas pelas associações da categoria.

+ Petroleiros convocam dia de mobilização nesta segunda-feira

No domingo, 28, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) encaminhou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) solicitação formal para que seja priorizado o abastecimento da frota de veículos das operadoras utilizados na manutenção das redes.

Também foi solicitada pelo sindicato a escolta de caminhões-tanque até os reservatórios de abastecimento dos geradores usados nas centrais de telecomunicações, que são acionados em casos de falta de energia.

O SindiTelebrasil alertou principalmente para a dificuldade de atendimento de falhas massivas, que, quando ocorrem, atingem milhares ou até milhões de pessoas, interrompendo diversos serviços de telecomunicações.

Até o momento, não foi registrada nenhuma ocorrência grave, mas, devido ao baixo volume do estoque de combustível da frota de veículos que transportam as equipes, poderá haver risco de contingenciamento dessas atividades

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.